Os estudantes que aderiram à ocupação da reitoria da UFSC estão em reunião para designar funções e estabelecer os objetivos do ato. O documento com as decisões tomadas na reunião será divulgado amanhã.
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| Estudantes lotaram o hall da reitoria. Foto: José Antônio Hüntemann |
Em assembleia estudantil iniciada na manhã desta quinta-feira (25), chamada pelo Diretório Central dos Estudantes da UFSC, foi decidido ocupar a reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina por tempo indeterminado. Com uma votação apertada, 238 alunos se mostraram a favor do ato, enquanto 223 foram contra. A ocupação começou com o fechamento do prédio da reitoria na tarde de hoje.
Durante a assembleia os estudantes discutiram sobre os problemas de corte de vagas no curso de Economia, a indicação de corte no Serviço Social e como a greve está afetando a comunidade universitária. A expansão da Universidade sem as condições estruturais necessárias também foi discutida pelos presentes que esperam uma resposta concreta do reitor.
Outra reivindicação dos estudantes é a correção do valor da bolsa permanência paga pela UFSC. O valor não sofre alteração desde 2007 quando o auxílio pago passou a ser de R$364,00. Na época, o salário mínimo era de R$380,00.
O reitor Alvaro Toubes Prata compareceu à assembleia e em seu pronunciamento disse estar buscando atender a todas as reivindicações estudantis. "Os problemas que vocês enfrentam são os problemas que eu enfrento", disse Prata, que se manifestou contrário ao corte de vagas na Universidade e assumiu o compromisso de aumentar a bolsa permanência para R$420,00. Os estudantes ainda consideram o valor baixo e exigem, no mínimo, R$ 470,00, valor escolhido em votação no Conselho de Entidade de Base (CEB).
A assembleia deu fim à vigília de oito dias feita pelos estudantes. Desde o dia 17 de agosto eles estavam acampados no hall da reitoria da UFSC para pressionar a Administração Central a dar uma resposta às suas reivindicações.

oi
ResponderExcluirDizem nos bastidores que o Reitor ou Vice-Reitor da UFSC exerceu o cargo em regime de trabalho de 40 horas, em descompasso com o Estatuto da UFSC, ficou nesta situação até julho deste ano. Tem paranense ou mineirinho que vai ter insônia. Está lançado o desafio, alguém se atreve?
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