José Fontenele
A reunião que houve sexta-feira, 16, no Restaurante Universitário (RU) contou com aproximadamente 40 grevistas, e indicava que as atividades da universidade voltariam ao normal na próxima semana. Os discursos mostravam que os servidores “tinham perdido as esperanças em relação à greve, e estavam se cansando”. Na metade da reunião um grevista informou que “alguns funcionários do almoxarifado, 50% da Biblioteca Universitária (BU) e alguns do RU já voltaram a trabalhar normalmente”. Porém a situação não é tão simples assim. Outro grevista, que não quis se identificar, explicou que mesmo que fosse definido o fim da greve naquele momento, os servidores não retomariam o trabalho.
“O sindicato daqui segue as ordens do comando central em Brasília. São eles que dizem quando a greve aqui, e em todo o país, acaba”. O fim da greve, como ele explicou, tem seis etapas: primeiro o sindicato aqui indica um final de greve (que poderá ser feito amanhã, 19, quando o comando da UFSC se reúne); depois é feita uma votação com todos os servidores, que escolhem a continuação ou não da greve (está previsto para terça-feira); faz-se uma carta que será encaminhada para Brasília, com a indicação de fim de greve; o comando central recebe as cartas com as tendências das outras bases em greve por todo o Brasil; o comando central se reúne, vota, e só depois escolhe uma data para que a greve termine em todo o país.
Outro grevista, que também não quis se identificar, disse que o sindicato estava com problemas para administrar a greve. “Temos uma dificuldade conjuntural e de pessoal para administrar. Alguns companheiros têm avaliações individuais do movimento que comprometem a infraestrutura”. Uma caravana de grevistas que saiu da UFSC no domingo passado chegou de Brasília na última sexta e logo deve divulgar mais informações sobre o que o comando central decidiu até agora.
Força na luta galera!
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